É complicado encontrar inspiração para escrever por aqui, mas enfim, vou mais uma vez tentar.
Sábado passado passamos pela última etapa do processo de imigração para o Canadá, e agora somos residentes permanentes, o que soa estranho pois a maioria das pessoas confunde esse status com 'cidadania'. Basicamente a diferença é que a residência permanente é um status intermediário entre temporário (o que no Canadá é qualquer um que possua um visto de trabalho, estudante ou qualquer outro tipo de autorização temporária para residir no país) e cidadão. A residência pode ser encarada como um estado intermediário, já que a imensa maioria dos imigrantes (ou 'New Canadians' como se diz por aqui, já que o nome imigrante carrega algo pejorativo (não entendo por que razão)) aplica para a cidadania assim que possível.
O status de residente permanente permite a pessoa residir (óbvio, eh?) no país por tempo indeterminado, trabalhar livremente em qualquer província, utilizar os serviços de saúde pública e pagar impostos (essa última a maior obrigação de todo residente do Great White North). As restrições ao não-cidadão são com relação às atividades políticas (não é possível votar ou se candidatar a nenhuma posição governamental); trabalhar para os governos locais, provinciais ou federal e militares (droga, achei que finalmente iria realizar meu sonho de conhecer Kandahar :) ).
De qualquer forma para nós muda muito pouco para nosso cotidiano uma vez que já possuíamos a cobertura de saúde pública (OHIP - Ontario Health Insurance Plan - equivalente ao SUS com uma espera longa mas limpinha), que é a dor de cabeça maior para 'New Canadians'. As vantagens são que agora não preciso mais de visto de trabalho, o que me permite mudar de emprego sem requerer autorização do HRDC (Human Resources Development Canada) ou o Ministério do Trabalho.
Nosso processo iniciou-se em Junho de 2006 quando enviamos a documentação necessária (uma pilha de diplomas, contratos de trabalho, certificados policiais, resultado de prova de inglês, etc) para o Consulado do Canadá em SP. Apesar de algumas demoras relativas a necessidade de obter os atestados de antecedentes Canadenses (prazo de quase três meses, mostrando que nem tudo aqui é eficiente - ou será que no Brasil eles não estão nem aí e imprimem qualquer coisa? hehe), em 16 meses estávamos com a documentação pronta (isso contando os tempos de envio de documentos entre Brasil e Canadá que demoram até 15 dias caso não se pague 100 dólares para a FedEx).
Pelo menos no nosso caso o processo seguiu conforme esperado. Coletamos meticulosamente os documentos, preenchemos os formulários, pagamos as taxas e seguimos a risca cada linha do 'manual'. Nossos vizinhos do Sul estão reticentes em implementar uma política semelhante a essa, o que eu acredito ser um erro grosseiro no longo prazo. A ausência de uma política para 'Skilled Workers' (nome do processo para o qual aplicamos) traz para o país um nível de mão de obra qualificada que chegou pagando impostos à partir do primeiro dia de estadia no país (como no meu caso) . A inexistência dessa política somente abre a porta para aqueles que não tem nada a perder e imigram ilegalmente... Enfim, nesse aspecto a Rainha parece ter sido menos conservadora que o Uncle Sam ;)
A maior mudança para nós é a longo prazo... O Canadá é um lugar que nos sentimos confortáveis em chamar de 'casa', 'lar', 'home', 'cafofo', etc. Pela primeira vez desde comecei a buscar o objetivo de sair do Brasil, é a primeira vez que não tenho que me preocupar mais com isso e confesso que nos primeiros dias sentia uma certa mistura de alívio com vazio com um sabor de 'qual é o próximo passo', já que agora podemos nos 'assentar' por aqui e começar a construir algo sem a dependência de vistos, autorizações, etc.
O Canadá tem algo de especial, difícil de descrever ainda mais para quem está por aqui a apenas 16 meses e apenas conhece duas províncias, apesar de serem as duas mais populadas e culturalmente significativas (Ontario & Québec). Talvez seja o multiculturalismo de um país que ao contrário das nações construídas por imigrantes, continua recebendo um fluxo anual equivalente a quase 1% de sua população (300 mil novos imigrantes), enquanto que a maioria dos movimentos imigratórios no ocidente encerraram-se nos anos pós segunda guerra mundial.
Não acredito que seja só essa a razão.... Alguns dizem que um fator determinante é a proximidade dos vizinhos do Sul ou 'South of the border' como se diz ao se referirem aos Yankees. Os EUA tem aproximadamente dez vezes a população (e a economia) do Canadá em um território aproximadamente 13% menor. Essa proximidade faz com que os Canadenses queiram ser diferentes ou mostrarem-se mais amigáveis para diferenciarem-se dos seus vizinhos. Porém acho pobre descrever o Canadá como a 'negação da América', até porque nem tudo na América é ruim e o Canadá tem muitos aspectos daquela cultura incorporada; o que é inevitável (e muitas vezes desejável) já que uma fronteira com mais de 8.000 quilômetros permite ao McDonalds chegar aqui de carro ;)
Muitas pessoas me perguntam: "E aí, o Canadá é legal", esperando uma resposta binária, simples e direta no melhor estilo simplista dos trópicos. Não consigo responder nada com simplicidade e a idade está reduzindo ainda mais minha capacidade de responder diretamente questões desse tipo.
Acredito que a melhor resposta para essa pergunta seja uma outra pergunta, mais elaborada?
"O que você acha de um país que cobra 40% de Imposto de Renda (que pode chegar a 50% para o 'topo da pirâmide') , onde não existe Universidade Pública (elas podem chegar a custar 75.000 dólares), onde o custo de vida é aproximadamente 30% mais alto do que São Paulo? Se a primeira resposta for: Ah, mas aí se ganha em Dólar, a tréplica é simples: Sim, e se gasta em Dólar."
Estou reclamando? Absolutamente não, nunca reclamei de pagar impostos, nem mesmo na Terra Brasilis, pois acho que o único caminho para a construção de uma sociedade justa é através de impostos que favoreçam a distribuição de renda. Com certeza é mais fácil construir riqueza no Brasil (em termos de dinheiro relativo ao poder de compra local da população) do que no Canadá, onde a diferença entre salários de diretor-gerente-engenheiro não são os pornográficos 5-6x vezes por nível hierárquico. Existe um 'estoque de pobreza' a ser reduzido nos países pobres que requer um esforço da população como um todo para solucioná-la. Esse esforço vem através da contribuição de cada um, sem essa balela de que "todo o dinheiro de imposto é desviado, então eu não pago".
Enfim, esse post não quer discutir soluções para a pobreza do mundo, mas sim para agradecer a todos aqueles que direta ou indiretamente contribuiram (sem precisar pagar impostos ;) ) para que chegássemos até aqui.
Solita (que sempre me acompanhou em todas as jornadas e compartilhou desde o primeiro momento essaa idéia)
Família (aos que estão e não mais estão conosco)
Infância/Adolescência (saudosos tempos de Vila Maria que me ensinaram a tênue linha entre o bem e o mal e que essas duas palavras são conceitos muito abstratos)
Amigos de Trabalho (dos tempos de estagiário esperando ônibus debaixo do minhocão até as noites 'viradas' na Flausino e 'impagáveis' treinamentos no Almenati)
Amigos de Escola (0nde aprendi quase tardiamente que um nerd pode se divertir e ser (quase) 'cool')
Amigos de faculdade (onde comecei de bermuda e patins e 'terminei pagando as próprias contas')
Amigos do MBA (onde passei cola até por Wifi)
E todos os demais que incentivaram* (ou não) a idéia de 'emigrar' que habita essa mente por algum tempo.
Não acredito muito em sonhos, mas em objetivos, e a maior importância pessoal desse está ligada a uma lição: as grandes conquistas vem somente com muito trabalho e foco: 1% inspiração e 99% transpiração... Pensando bem, com o inverno chegando talvez precise me inspirar mais ou então buscar uma terceira atividade para preencher a lacuna hehe
*Pensei em agradecer até mesmo os indivíduos que se apropriaram de inúmeros relógios, câmeras fotográficas, CD's, carros, óculos de Sol e uma boa quantidade de 'cash'. Afinal de contas esse foi um grande motivador, porém vamos encarar esses fatos como uma contribuição forçada para a redução da desigualdade social ;)
Sunday, October 28, 2007
Monday, April 09, 2007
Montreal
Sim, finalmente recomeçarei a escrever por aqui depois de meses sem inspiração, que somente veio após um final de semana prolongado em Montreal. Havia diversos dias que eu vinha pensando em retomar as atividades por aqui, porém algo estava emperrando a motivação para encarar o teclado, e dois dias na capital da Nova França, foram bem mais que suficientes para tal...
Mas vamos lá... Montreal, com seus 1.6 milhões de habitantes, está naquele tamanho de cidade que consegue balancear as vantagens das metrópoles, com um pouco da qualidade de vida das pequenas cidades. Cada vez mais me convenço que sou um "city boy", como algumas pessoas na empresa me chamam...
O centro histórico da cidade, fica no nordeste da ilha, onde o porto foi inicialmente estabelecido. A maioria das construções ainda de pé são do século XIX e algumas do século XVIII, porém os inúmeros incêndios e guerras deixaram pouca coisa do período da
"Nova França" de pé. De qualquer forma, a arquitetura do centro histórico, é muito charmosa, com uso intensivo de alvenaria e pedras, ruas estreitas e edificações ligadas, em um estilo que em alguns momentos lembra Praga e Budapeste (sigh!.....)
O hotel onde ficamos (Travelodge), muito bem localizado, a dois quarteirões da Notre Dame (ponto médio do centro histórico), a 1 quarteirão da rue St. Catherine (rua comercial bem agitada) e a umas 4-5 quadras da Rue St. Dennis. A Notre Damme não impressiona por fora, porém por dentro é espetacular. Infelizmente quando estive na igreja havia missa, o que impediu as fotografias :(

- Após uns 1.5 Km na St Dennis, virando a esquerda, está o Mont Real (qualquer semelhança e mera coincidência), que fo
i nomeado pelo explorador Jacques Cartier em 1535. A vista da cidade é muito bacana, além do parque permite chegar até o topo. Fica evidente como o clima de Montreal é mais frio e o volume de neve muito maior que o da região onde estamos em
Ontário. Por aqui, boa parte da neve já se foi, mas em Montreal, ainda tem muito pra se derreter. O centro moderno de Montreal é bem menor que o da rival Toronto, porém fica fácil entender o orgulho dos franco-canadenses, após alguns dias pela cidade.
- Continuando pela St. Catherine em direção ao hotel, é legal observar a diversidade da rua. De restaurantes finos, a igrejas, cinemas, alojamento de mendigos e sex shops, o que não falta é variedade. Ah, algumas casa de danças para adulto, realçam a palavra "contact" em com luzes fortes... Sugestivo?
Outros pontos interessantes para se conhecer são o Biodome, construído no parque olímpico (1976) de Montreal, a 15 minutos de Metrô do centro da cidade. O Biodome é uma estufa gigante com a reprodução parcial de 4 biomas do planeta, sendo os mais impressionantes a Rainforest (Francês tem fascinação pela amazônia) e o Antártico. A estufa é impressionante, pelo tamanho e pelas condições climáticas, onde a humidade e a temperatura são reproduzidas de maneira bem fiel as condições reais, o que dão um choque térmico de mais de 30 graus no indivíduo que chega da rua e entra logo de cara nos 30 graus a 90% de humidade da amazônia (ughh).
Tem mico leão dourado, jacarés e uns aquários com piranhas, e tal; mas o mais bacana são os pinguins no bioma antártico... Dá realmente impressão que os bichos se divertem mergulhando, d
errubando os outros na água, etc. Detalhe interessante do Biodome... Residente de Quebéc paga menos para entrar... Difícil de entender, mas seria algo como cobrar menos de um carioca do que de um Paulista para ir no Cristo...
Anyway, Montreal é muito recomendável, não tivemos problemas nenhum com o idioma, já que todos falavam inglês sem problemas, e ficando atento em não virar a direita no farol vermelho, o resto é tranquilo :)
Antes de escrever sobre o roteiro turístico, vale uma introdução sobre um certo preconceito sobre a ainda desconhecida Quebéc que pairava em minha mente. Desde que comecei a pensar na mudança para o Canadá resolvi tentar entender um pouco mais sobre a curta história daqui e principalmente sobre o tal do separatismo francófono. Depois de três livros, inúmeros sites e vários artigos de jornal e TV, meu pragmatismo falou mais alto e admito que fiquei um pouco indignado com a forma como Quebéc barganha sua permanência na federação Canadense. Graças também a algumas "lendas urbanas" que escutei por aqui sobre os "franceses", cheguei a pensar que Quebéc foi um erro, e que alguns planos extremistas seriam a solução... como dar a independência e declarar guerra no minuto seguinte :)
Mas vamos lá... Montreal, com seus 1.6 milhões de habitantes, está naquele tamanho de cidade que consegue balancear as vantagens das metrópoles, com um pouco da qualidade de vida das pequenas cidades. Cada vez mais me convenço que sou um "city boy", como algumas pessoas na empresa me chamam...Detalhe para a bandeirinha azul sempre presente. Nada de Maple leaf, só a flor de liz.
*não, eu não estou "tão" gordo assim, mas os -8 graus de Montreal e o vento do rio (sensação térmica de -15) obrigam a utilizar umas roupinhas "cheias".
A cidade localiza-se em uma ilha (Montreal) no Rio São Lourenço, que foi de fundamental importância na colonização da América do Norte, visto que é rota marítima para o Atlântico. A cidade se desenvolveu como entreposto do comércio (legalizado, se é que esse termo existe) de peles de animais para a Europa; atividade altamente lucrativa que promoveu o início da colonização do Canadá... Afinal de contas, quem em sana consciência se meteria em uma atividade não lucrativa em pleno século XVI em um mundo pré global warming, a -40 graus?
O centro histórico da cidade, fica no nordeste da ilha, onde o porto foi inicialmente estabelecido. A maioria das construções ainda de pé são do século XIX e algumas do século XVIII, porém os inúmeros incêndios e guerras deixaram pouca coisa do período da"Nova França" de pé. De qualquer forma, a arquitetura do centro histórico, é muito charmosa, com uso intensivo de alvenaria e pedras, ruas estreitas e edificações ligadas, em um estilo que em alguns momentos lembra Praga e Budapeste (sigh!.....)
O hotel onde ficamos (Travelodge), muito bem localizado, a dois quarteirões da Notre Dame (ponto médio do centro histórico), a 1 quarteirão da rue St. Catherine (rua comercial bem agitada) e a umas 4-5 quadras da Rue St. Dennis. A Notre Damme não impressiona por fora, porém por dentro é espetacular. Infelizmente quando estive na igreja havia missa, o que impediu as fotografias :(O centro histórico merece algumas boas horas de caminhada, entre as inúmeras cafeterias, pequenas galerias de arte, lojas de artesanato Inuit. Os restaurantes da região fecham relativamente cedo, pois no sábado a noite tentamos dois ou três lugares que já estavam fechados as 11h
s da noite, porém alguns um pouco maiores ficam abertos até mais tarde. A vida 24x7 está mais concentrada na Rue St. Catherine.
s da noite, porém alguns um pouco maiores ficam abertos até mais tarde. A vida 24x7 está mais concentrada na Rue St. Catherine.Parênteses: Em Montreal fomos a dois restaurantes que são franquias, um chamado Pizzadelic e outro 3 Brasseurs (cervejaria). Ambos são franquias, porém construídos e ambientados de forma a não deixarem tal percepção... Não vou dizer que esses lugares são os melhores que já frequentei, porém o ponto é: Existem franquias onde a comida tem gosto (e não é de plástico), a mesa não é de plástico com revestimento simulando madeira, você não pede pelo número (em um cardápio de plástico) e o mais importante: Você não se sente em uma franquia (com cheiro de plástico).
O prédio da prefeitura de Montreal é impressionante, especialmente a noite e fica localizado bem no meio do centro histórico. Um dos aspectos interessantes da cidade é que (com exceção a rue St. Catherine), as ruas nunca estão cheias de gente, e pode-se caminhar tranquilamente a qualquer hora do dia, sob um grau de segurança bastante elevado. Digo isso, pois eu sou azarado com segurança e andamos mais de 1 hora (após as onze da noite) até uma tal padaria (Fairmount) atrás das famosas bagels (as rosquinhas salgadas do fucker & sucker) desse lugar que é o primeiro da cidade (acho que de 1903). A tal rue Fairmont ficava a mais de 3 km do hotel na direção completamente oposta ao centro da cidade, e mesmo assim, não encontramos ou vimos ninguém "suspeito", e olha que tanto eu quanto a Sole ainda não conseguimos sair do estado de alerta. É só cair em uma rua escura e pouco habitada, para o modo radar ser ativado.
BTW - Recomendo as tais bagels.
Não usamos o carro para absolutamente nada, mas não vou negar que matamos os pés de tanto caminhar. Acho que no sábado devemos ter caminhado por volta 10km, considerando as idas e vindas. Tour de sábado:
- Pela manhã saímos to hotel, café no "Café Depot", que é uma rede que me fez lembrar o Café Balzac da Alemanha;
- Caminhamos até a rue St Dennis, que é bem simpática, com uma porção de restaurantes típicos de todas as partes do mundo (incluindo alguns brasileiros), uma série de casas pequenas e alguns comércios mais modernos. Um mix bem legal... plastic-free :)




- Após uns 1.5 Km na St Dennis, virando a esquerda, está o Mont Real (qualquer semelhança e mera coincidência), que fo
i nomeado pelo explorador Jacques Cartier em 1535. A vista da cidade é muito bacana, além do parque permite chegar até o topo. Fica evidente como o clima de Montreal é mais frio e o volume de neve muito maior que o da região onde estamos em
Ontário. Por aqui, boa parte da neve já se foi, mas em Montreal, ainda tem muito pra se derreter. O centro moderno de Montreal é bem menor que o da rival Toronto, porém fica fácil entender o orgulho dos franco-canadenses, após alguns dias pela cidade.- Descendo "do monte", chegamos ao início da St. Catherine, onde há um acesso para a "Underground City", que é a maior do mundo no seu estilo. São 31 km de galerias subterrâneas, conectadas ao metrô, bairros e uma infinidade de lojas, que permitem aos Montrealers se locomovorem sem congelar durante o rigoroso inverno. Andamos 10 minutos, por ali e voltamos a superfície, pois de shopping center Ontário está cheio.
- Continuando pela St. Catherine em direção ao hotel, é legal observar a diversidade da rua. De restaurantes finos, a igrejas, cinemas, alojamento de mendigos e sex shops, o que não falta é variedade. Ah, algumas casa de danças para adulto, realçam a palavra "contact" em com luzes fortes... Sugestivo?Almoçamos em um restaurante italiano ótimo (me esqueci do nome), que era bastante refinado, porém os preços de Montreal são muito mais atrativos do que os de Ontario. Enquanto por aqui (incluindo as cidades pequenas, não somente Toronto) se gasta facilmente 60 dolares canadenses em um almoço para duas pessoas, em Montreal raramente se gasta acima de 40.
- Terminamos o tour na cidade velha, com um bom café (expresso, dos bons)...
- Sábado a noite fomos atrás da Bagel, como mencionado anteriormente e depois comemos em um restaurante ultra meia-boca na St. Dennis. Acho que estávamos tão cansados que a escolha foi afetada pelo cansaço. A comida não era das piores, mas estava longe das melhores, porém provei o tal do Poutine, que é batata frita coberta com molho de carne e queijo. Nada do outro mundo, mas um bom aperitivo...
- Terminamos o tour na cidade velha, com um bom café (expresso, dos bons)...
- Sábado a noite fomos atrás da Bagel, como mencionado anteriormente e depois comemos em um restaurante ultra meia-boca na St. Dennis. Acho que estávamos tão cansados que a escolha foi afetada pelo cansaço. A comida não era das piores, mas estava longe das melhores, porém provei o tal do Poutine, que é batata frita coberta com molho de carne e queijo. Nada do outro mundo, mas um bom aperitivo...
Outros pontos interessantes para se conhecer são o Biodome, construído no parque olímpico (1976) de Montreal, a 15 minutos de Metrô do centro da cidade. O Biodome é uma estufa gigante com a reprodução parcial de 4 biomas do planeta, sendo os mais impressionantes a Rainforest (Francês tem fascinação pela amazônia) e o Antártico. A estufa é impressionante, pelo tamanho e pelas condições climáticas, onde a humidade e a temperatura são reproduzidas de maneira bem fiel as condições reais, o que dão um choque térmico de mais de 30 graus no indivíduo que chega da rua e entra logo de cara nos 30 graus a 90% de humidade da amazônia (ughh).
Tem mico leão dourado, jacarés e uns aquários com piranhas, e tal; mas o mais bacana são os pinguins no bioma antártico... Dá realmente impressão que os bichos se divertem mergulhando, dNo café da manhã de domingo fomos a um café chamado "Maple Delights" que vende tudo de Maple (óbvio...) Provamos Maple syrup de verdade, que realmente não tem nada a ver com as garrafinhas do Wal Mart e No Frills. O capuccino com Maple é surreal, e os doces todos muito bem preparados, caseiros... Mais uma franquia sem gosto de plástico... Aprendemos que até pra Maple Syrup tem ciência... maple tirado no começo do inverno é light, menos doce e denso, e ao fim do inverno é consistente e mais doce sendo mais apropriado para cozinha do que como cobertura... É bom, mas o preço: 125 calorias por colher de sopa...
Um outro ponto interessante é o museu da cidade
de Montreal, que conta bem detalhadamente a história das diversas guerras, incêndios e outros contratempos que assolaram a cidade na sua tortuosa história disputada entre Franceses, Britânicos e Yankees. Uma das frases que me chamou a atenção está na imagem ao lado. Acho que essa viagem a Montreal talvez mudou um pouco meu sentimento em relação a causa de Quebec. Não que eu apoie chantagem separatista, mas a questão da necessidade de uma identidade cultural forte, multiculturalismo e a era do Império começam a ficar um pouco mais claras na minha cabeça, e talvez o Prof. Negri tenha mesmo razão...
de Montreal, que conta bem detalhadamente a história das diversas guerras, incêndios e outros contratempos que assolaram a cidade na sua tortuosa história disputada entre Franceses, Britânicos e Yankees. Uma das frases que me chamou a atenção está na imagem ao lado. Acho que essa viagem a Montreal talvez mudou um pouco meu sentimento em relação a causa de Quebec. Não que eu apoie chantagem separatista, mas a questão da necessidade de uma identidade cultural forte, multiculturalismo e a era do Império começam a ficar um pouco mais claras na minha cabeça, e talvez o Prof. Negri tenha mesmo razão...Anyway, Montreal é muito recomendável, não tivemos problemas nenhum com o idioma, já que todos falavam inglês sem problemas, e ficando atento em não virar a direita no farol vermelho, o resto é tranquilo :)
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